quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Cala a boca pensamento!
Vinte dias de muitos problemas, muitas decepções, muita solidão, dois quilos mais magra e absolutamente consciente da minha agressividade, burrice e vulnerabilidade e que tenho muito trabalho pela frente.
Cheguei a achar que eu era profissional, mas percebi que sou muito mirim!
Sob efeito
Ps: Moço, muito gentil de sua parte, mas ainda não estou pronta!
Ps2: Muito embora a foto sugira, eu não voltei guiando.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Domingo
domingo, 27 de novembro de 2011
Enlouquecendo
Uma parte de mim perde o controle, perde a razão, a cabeça, o domínio, perde o respeito, o juízo, os dentes, perde dinheiro, a voz, o orgulho. E desperta a loucura, desperta o monstro, a sombra, o medo, a dor, a solidão, desperta a poesia, desperta a confusão, a vaidade.Me traz a fúria, me traz surpresa, desprezo, inveja e indolência.Leva embora a paz, o amor, leva um pedaço do corpo.A outra parte de mim assiste impassível, mantendo dentro do caos, a consciência perturbadora e violenta do próprio caos.
Se eu soubesse
Perigos não corria
Não tinha amigos, não bebia
Já não ria à toa
Não ia enfim, cruzar contigo jamais
Ah, se eu pudesse, te diria, na boa
Não sou mais uma das tais
Não vivo com a cabeça na lua
Nem cantarei 'eu te amo demais'
Casava com outro, se fosse capaz
Mas acontece que eu saí por aí
Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse, não caía na tua
Conversa mole outra vez
Não dava mole à tua pessoa
Te abandonava prostrado aos meus pés
Fugia nos braços de um outro rapaz
Mas acontece que eu sorri para ti"
Chico Buarque
Tá muito difícil .
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Não é que é?!
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. ...E paralisa. E se vitimiza.E perde o charme. O prazo.
A identidade.
A coerência.
O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja..."
Ana Jácomo
Amor verdadeiro

Tava eu na cozinha de casa e então o Tutu, meu filho de 6 anos, recém alfabetizado, me entregou um bilhete assim:
‘’Eu gosto muito de vosseis mas todos forão muito xatos comigo então adeus’’
Reparei que ele estava com duas malas a tiracolo, uma pra cada lado do corpinho e trazia no rosto uma expressão muito triste. Me abaixei, dei-lhe um abraço forte e então entabulamos o seguinte diálogo:
Filho, eu te amo e não quero que você vá.
Mas eu não quero ficar mãe.
Vamos combinar assim, mamãe promete não ser chata com você e você promete não ser chato também, e se daqui a uma semana, você ainda tiver vontade de ir, você vai.
Não, vou embora hoje.
Tudo bem, mas onde você vai dormir?
Na rua, ué?
E que você vai comer?
Nada.
Mas, Tutu, já é noite e está chovendo, deixa para ir amanhã de manhã, vai?
Não! Prefiro ir hoje!
Eu me abaixei e disse
Pode voltar quando quiser. Eu te amo muito!
Ele me olhou, olhou mais uma vez para a rua, olhou para o céu e então me deu o abraço mais amoroso do mundo! Voltou para dentro e nunca mais falamos sobre isso.
Chorei.



